por Dra. Cristiane Rapparine - coordenadora do  www.riscobiologico.org.br

O Twitter é um serviço gratuito que foi criado para permitir a comunicação e a conexão entre pessoas - amigos, familiares e colegas de trabalho – através da troca de mensagens rápidas, freqüentemente com respostas para uma questão simples: "What are you doing?".

Nesta rede social e servidor para microblogging, é permitido que os usuários enviem mensagens de texto com no máximo 140 caracteres. Estas mensagens são exibidas no perfil do usuário em tempo real e também são enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las.

A simplicidade de seu design funcional, a velocidade da envio/entrega da informação e a habilidade de conectar duas ou mais pessoas de qualquer parte do mundo representam um meio de comunicação poderoso, uma possibilidade ímpar de troca de idéias e colaboração entre usuários.

Nestes tempos de importância crescente das doenças emergentes e reemergentes, vários autores e instituições têm visualizado a possibilidade do uso de redes sociais para disseminação rápida e atualizada na área da saúde.

Durante este episódio de Gripe A (H1N1), por exemplo, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC-EUA) têm mantido no Twitter um canal com informações permanentes (várias atualizações diárias) sobre o número de casos identificados, óbitos, divulgação de novos guidelines e recomendações, divulgação de comunicações diárias a imprensa, etc. São vários os serviços de informação disponibilizados pelos CDC como CDCFlu e CDCemergency (Emergency Preparedness and Response). Vale a pena conferir !

Phil Baumann publicou em seu site, 140 possibilidades de uso do Twitter na área da saúde. Entre as situações listadas, constam por exemplo:

  1. Pesquisas epidemiológicas
  2. Monitoramento de tendências de determinadas doenças
  3. Alertas sanitários
  4. Sistema de notificação de situações adversas e de farmacovigilância, alertas medicamentos pelo FDA
  5. Emissão de resultados de exames laboratoriais críticos para médicos e enfermeiros
  6. Aprimoramento do uso da telemedicina
  7. Coordenação de assistência pré, per e pós-operatória (entre serviços de cirurgia, enfermagem e farmácia)
  8. Como alertas (lembretes) de recomendações médicas para pacientes
  9. Na área de educação, como a discussão de casos clínicos
  10. No recrutamento de profissionais de saúde.